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Exposição “Relações
do homem com animais domésticos”
Realizada em 2002, a exposição "Relações
do homem com animais domésticos" foi uma experiência
de compartilhamento de trabalho na formação inicial
de estudantes do curso noturno de Licenciatura em Biologia da
Unicamp, na disciplina "Higiene e Saúde para o Ensino
Fundamental e Médio". Essa disciplina compõe
o conjunto de eletivas do referido curso e, desde 1997, com
alguns professores do Instituto de Biologia e em algumas disciplinas
sob sua responsabilidade, é desenvolvido um projeto de
ensino que visa integrar IB e FE na composição
dessa disciplina. A partir de 1999, decidiu-se que esta disciplina
representaria espaços e tempos para os estudantes aprenderem
aspectos das ciências que tradicionalmente os próprios
professores universitários assumem não priorizar
em suas aulas.
Então, já se passeou pelos campos da filosofia,
história, sociologia das ciências, e a partir de
2001 encontrou-se na divulgação científica
um rico campo para trabalhar essa nossa intenção.
No ano de 2002, as professoras Dras. Marlene Tueta e Wirla Tamashiro,
responsáveis pela disciplina, consideraram interessante
e desafiadora a proposta de se concentrar no MDCC. A idéia
básica que se expandiu no semestre foi a organização
de exposições que não tivessem o discurso
oral como integrador e nem a aposta no "poder da explicação
pelos conceitos científicos". Foi nesse embalo e
no conjunto de 06 diferentes palestras dentro do tema museus,
divulgação científica, história
da educação, sociologia da ciência e história
das sensibilidades na nossa interação com os animais
domésticos, que os estudantes e também as professoras
do MDCC tiveram parte da inspiração para realizar
suas produções.
Quanto ao grupo das professoras do MDCC, uma questão
pulsante em seu trabalho era a invenção de formas
de interatividade com o público escolar de ensino supletivo
que não prescindissem da figura do professor ou de monitor.
Também o trabalho com produção de poesias
a partir de algumas fotografias foi um marco da atividade. É
interessante destacar a relação entre as professoras
e os estudantes em formação inicial que buscou
aproximações pelas experiências que estavam
sendo, para ambas as partes, inéditas em termos de organização
das exposições e da relação com
o público, mas distinta no conjunto de saberes que poderiam
ser utilizados para compor essas exposições e
soltar "amarras mais tradicionais" (nesse caso, as
professoras tiveram maior inventividade, criatividade).
Exposição “Lixo: começo ou
fim – Espaços de Arte”
Em 2002, a exposição "Lixo: começo
ou fim - Espaços de Arte" teve como um dos seus
estruturantes a visita a diferentes instituições
escolares e não escolares que discursavam sobre ciências
e/ou mais especificamente que tinham como objeto de interesse
o lixo. Na avaliação das professoras, o processo
marcado pelo caos gerou instabilidades que foi o que permitiu
adentrar na exposição diferentes representações
do lixo - escolares, artísticas, mercadológicas.
A busca por um planejamento muito organizado ou com previsões
já antecipadas, que não foi encontrada neste caso,
acabaria por diminuir a riqueza do trabalho nesta exposição.
Esta segunda exposição, quando pensada, tinha
a grande possibilidade de considerar o público escolar
como expositor das obras. Também nesta exposição
teve-se a oportunidade de um grande número de crianças
(público escolar privilegiado) e adolescentes das escolas
municipais voltarem ao espaço do MDCC, agora reconfigurado
em termos dos objetos expostos, e foi aberta, pela primeira
vez, uma exposição no MDCC para público
em geral.
Nesse sentido, a nova concepção para o MDCC vai
ao encontro dos anseios, idéias e propostas para a concretização
de um Museu de Ciências e Tecnologia da UNICAMP, com a
vantagem de já existirem experiências de um grupo
de profissionais de educação, que estão
realizando trabalhos de variadas naturezas (exposições,
atividades práticas, pesquisas etc.) em busca de formatos
que, se enquadrem, expressem ou criem o MDCC a partir das características
propostas neste GT.
Exposição “Mosaicos”
No ano de 2003, o Museu Dinâmico de Ciências de
Campinas - Espaço Ciência Escola em parceria com
o Museu da Cidade realizou atividades culturais e educativas
em comemoração ao ano internacional da água
doce. A exposição “Mosaicos” é
o resultado das representações artísticas
das pessoas que, participando do projeto Águas que Movem
a História, vivenciaram a atividade Arte-Postal, representando
seus olhares sobre a água. Através da diversidade
criativa usando diversos materiais, cores e formas, fomos compondo
o movimento desta exposição.
Projeto Resgate
O MDCC começou a desenvolver no segundo semestre de 2003
uma parceria com o RESGATE, projeto no qual menores infratores
prestam serviços à sociedade com um caráter
sócio-educativo. O MDCC recebe atualmente cinco jovens
com idades entre 15 e 18 anos que escolheram prestar seus serviços
neste museu. Eles têm até fevereiro de 2004, quando
a maioria deles já terá cumprido seus períodos
de prestação de serviços, para planejar
e montar atividades / exposições sobre os temas
por eles selecionados: um levantamento sobre o lixo encontrado
no Parque Portugal (local onde o museu está instalado),
um cenário representando um laboratório de Química
e uma exposição sobre Geociências.
Estudos Culturais da Ciência
Entre agosto e outubro de 2003, o MDCC, em parceria com a EXTENCAMP
(Escola de Extensão da Unicamp), ofereceu o curso Estudos
Culturais da Ciência, ministrado pelo Prof. Dr. Antonio
Carlos Rodrigues de Amorim, com carga horária de 30 horas
e aberto ao público geral. O curso já havia tido
sua primeira versão nos meses de abril, maio e junho
de 2003. A seguir, a ementa do curso:
Na contemporaneidade, em meio a divergências, a eleição
da cultura como foco para olhar as diferentes idéias
e práticas sociais tem se mostrado muito produtiva para
um conjunto de análises, incluindo aquelas relativas
às ciências. Escolhendo referenciais que centram
em teorias da representação cultural, neste curso,
a partir do tema “Experimentação”,
será realizado um processo de discussão das práticas
científicas levadas a cabo em laboratórios de
pesquisa a partir de textos, contatos com diferentes produções
culturais que constróem discursos sobre ciências,
e a elaboração de objetos, cenários e atividades
que comporão uma exposição de divulgação
científica. A procura é por traçar caminhos
e conexões que desnaturalizem as compreensões,
inclusive escolares, a respeito do que é ciência.

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