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Museu Goeldi disponibiliza Memória de Simpósio

03/12/2007 - 11:00

Memória do Simpósio Conservação da Biodiversidade em Paisagens Florestais Antropizadas está disponível no Portal do Museu Goeldi

O brasileiro tem cada vez mais percepção que o Brasil é um país megadiverso e a biodiversidade tem valor. Todavia, como conservar esta riqueza natural tendo em vista o avanço das frentes econômicas sobre as áreas florestais? Para refletir sobre estas e outras questões, o Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG/MCT), em parceria com as universidades de East Anglia e Lancaster (ambas do Reino Unido), reuniu no período de 21 a 23 de novembro, em Belém (PA), interessantes experiências em estudos multi-taxonômicos desenvolvidos em paisagens florestais, protegidas ou alteradas para aproveitamento econômico em todo o Brasil.

O evento propiciou uma intensa troca de informações entre cientistas, organizações ambientalistas, o setor governamental e privado, tendo como ponto focal estratégias de pesquisa, conservação e restauração de paisagens. Ao final de três dias do Simpósio Conservação da Biodiversidade em Paisagens Florestais Antropizadas, foram apresentados mais de 30 trabalhos, alguns inéditos, além de muitas lições para a pesquisa e às ações de conservação na Amazônia.

A novidade boa para quem não pode participar, ou que deseja acessar algumas das informações colocadas durante o Simpósio, é que estas lições podem ser resgatadas com alguns cliques no mouse. Tanto as apresentações orais, quanto os slides das apresentações dos palestrantes, estão publicados no Portal do Museu Goeldi, no endereço http://www.museu-goeldi.br/sobre/NOTICIAS/19_11_07_progrmacao_final.htm.

Lições - O futuro da biodiversidade em áreas de floresta continua estritamente dependente das áreas não incluídas em unidades de conservação. Sendo assim, a conservação da biodiversidade depende da interação entre o desenvolvimento econômico e as estratégias para a proteção da natureza.

Como pensar a conservação da biodiversidade amazônica em que o futuro da Floresta já está associado à fragmentação? Os organizadores do Simpósio, os ecólogos Ima Vieira (Museu Goeldi), Carlos Peres (University of East Anglia), Jos Barlow (Lancaster University/ MPEG) e Toby Gardner (University of East Anglia/ MPEG) optaram por convidar palestrantes que propiciassem um quadro histórico, informações sobre problemas, iniciativas governamentais, estudos diversos e oportunidades para a conservação da biodiversidade no contexto atual, em que as paisagens amazônicas se diversificam com a expansão da monocultura da soja, grandes plantações de árvores exóticas, valorização dos bio-combustíveis, usinas hidroelétricas, pela pecuária, mineração e acesso físico às áreas antes remotas.

Através da memória do Simpósio é possível acessar um histórico do contato com as populações indígenas feita por uma notável testemunha da história recente, o debate sobre o tamanho adequado para estabelecimento de unidades de conservação, a importância da conexão entre fragmentos florestais, a ênfase no estudo da composição e não apenas na quantidade de espécies, a necessidade de estudar a história natural para entender as respostas obtidas nos inventários biológicos, como se comportam diferentes grupos biológicos em contato com matas nativas e alteradas pela soja ou pela cana-de-açúcar, a eficácia do manejo florestal, opiniões onde os governos devem concentrar esforços para garantir a conservação, as estratégias dos governos Federal, do Pará e do Amazonas.

 
Fonte: Assessoria do Museu Goeldi.


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